Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

14ª Leva

Depois de muitos pedidos, e um longo período afastado, resolvi aparecer. E tenho novidades.

É a volta das levas de samba por aqui. Mas olha, a rapaziada tem que correr atrás também. Hoje em dia existem vários blogs e diversos lugares, ( sebos, barracas, livrarias...) onde se encontra um bom material de samba. Lá na barraca do Carlinhos na Cinelândia, por exemplo, eu já comprei um monte de coisa boa. Vale dar uma conferida.

Mas vamos ao que interessa. Dessa vez colocarei uns negócios diferentes. Digam o que acharam.

1 - Pout-Porri de Partido Alto

O Pinto Piou (Velha da Portela / Everaldo)
Di-rim-dim-dim (Anescar do Salgueiro / Ivan Salvador)
Barracão (Jair do Cavaquinho / Niquinho)
O Mané (Zuzuca / Nilo Conceição / Jarbas Soares)
Batida de Coco Não É de Limão (Gracia do Salgueiro)
Yayá (Jair do Cavaquinho)
A Chuva Cai (Velha da Portela)

Disco: Os cinco só - Um Partido mais Alto (1969)

2 - Tabela do Samba ( Geraldo Neves ) Disco: Mangueira ao vivo - MANGUEIRA ESCOLHE O SAMBA-ENREDO DE 1968 (1968)

3 - Casa Modesta ( Antônio Fontes / Maurício Barbosa ) Disco: ESCOLAS DE SAMBA EM DESFILE - Escola de Samba Aprendizes de Lucas / Escola de Samba Império Serrano / Escola de Samba Padre Miguel (1959)

4 - Sempre em nosso Lar ( Mano Décio da Viola ) Disco: Samba no Chão (1962)

5 - Serra de Bamba ( Manuel Bonfim / Nina Rodrigues ) Disco: Os Grande Sambas de Terreiro do Império Serrano

PS.: Todas as faixas foram tiradas de discos de vinil. As quatro primeiras, foram cedidas pelos grandes amigos e sambistas de primeira qualidade Rafael Fontes, Daniel Ceará e Ricardo Brigante, pessoas importantíssimas para a formação de nossa roda. A última foi tirada de um disco digitalizado que eu comprei no já citado Carlinhos da Cinelândia.

Para baixá-las, clique AQUI!

Um abraço a todos, muita saúde, cana e samba!

Ass.: Gabriel da Muda

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Candeia neles!

Mais uma etapa do Projeto Cirrose.

Uma oportunidade ímpar para se ouvir belos sambas de Candeia, alguns inéditos, outros não. Clique na imagem para obter maiores informações.

E lembrem-se que sábado ainda faremos nossa roda na Ouvidor, a partir das 14.

O fim de semana promete.

Abraços!

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Duas coisas:

A primeira é que amanhã nossa roda acontecerá. Já tivemos informações de que São Pedro nos ajudará. 14 horas como sempre.

A segunda é que meu queridos amigos do Terreiro Grande e nossa grande Cristina Buarque, estarão na área no último fim de semana de maio, fazendo um show maravilhoso só com músicas de Candeia.

Anotem aí: Teatro Nelson Rodrigues Av. Chile, 230 - Tel: 21 2262-8152

Sexta (29) às 19h30
Sábado (30) às 19h30
Domingo (31) às 19h30
Ingressos: R$ 6,00 e R$3,00
E um litro de alimento alcoólico não perecível. Se for maracujá, pode ser meio quilo.

Saudações etílicas!

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Sem chuva...

Faremos nossa roda amanhã. Torçam.

14 horas!

Abraços!

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Atenção!

Gostaria de pedir encarecidamente aos nossos patrocinadores etílicos, liderados pelo grande Dalton, para chegarem cedo amanhã com os nossos produtinhos. Mais uma roda de cana acontecerá, nos intervalos faremos um samba.

14 horas começa a esbórnia.

Até lá!

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Amanhã!

Mais um cachaçal pelas bandas da Ouvidor.

14 é a hora.

Até mais!

Mestre Basile


Lembro-me como se fosse ontem: " Ae Tião, dá uma gelada que o garoto quer provar e eu vou ensinar pra ele algumas coisas aqui (...) "

Era o meu querido ídolo Basile me iniciando nesse fantástico mundo boêmio, mundo que o batuqueiro dominava plenamente.

É complicado para mim falar dessa pessoa tão maravilhosa que é Luis Carlos, porém, gostaria de transcrever aqui um lindo texto de Renato Martins, que por falta de oportunidade esteve com o mestre apenas uma vez.

" " O Momo é o único bar que amei... "

Fim do ano passado, os versos do Aldir ganharam vida numa imagem pra lá de especial e que guardo na lembrança com carinho.

"Meu coração tem botequins imundos Antros de ronda, vinte-e-um, purrinha, Onde trêmulas mãos de vagabundoBatucam samba-enredo na caixinha"
O botequim, adorávelmente sujo, em questão, é o bar do Momo. Pé sujo tijucano, nos moldes perfeitos de um cartão postal pra exibir aos que desconhecem o que há de melhor na cidade de São Sebastião. O Rio do Cristo não me seduz. É oRio dos pés-sujos, aquele que o meu coração guardou. É o Rio do Momo. E no Momo foi onde adiquiri a paixão febril pelo maracujá cuado, hoje apreciado por tanta gente, cá nessas bandas frias de Sampa.

O vagabundo da vez, não batucava samba na caixinha, o que vem comprovar que o sambista não só não precisa ser membro da academia, como também não precisa de nada mais que as mãos e um pouco de desenvoltura pra armar um samba. Foi assim, fazendo o ritmo, batendo as mãos - trêmulas - na mesa, que ele cantou os sambas-enredo mais diversos e desconhecidos, pra deixar qualquer pesquisador mantendo a pose, abrindo e fechando a boca sem emitir qualquer som.Orgulhoso, ele dizia: "Não tem quem conheça mais sambas-enredo que eu!". E, acho que ele estava certo.
Basile, boêmio velho, contou-nos antigas histórias de algumas aventuras da mocidade. A maioria delas, impublicáveis e ficarão no sótão, dentro do baú, com garrafas vazias e algumas boemias adiquiridas pela vida afora.
Uma prova de que Deus existe é não é bobo, é a falta de explicação para ausências como essa.
O lado de cá tá ficando cada vez mais chato, mais vazio, mais escuro. Sigamos.

Daquele dia, ficou um convite do velho, pára que fôssemos vê-lo cantar sambas-enredo num bar na própria Tijuca. A falta de tempo, a distância e mais um bocado de eventuais impedimentos estúpidos, não nos permitiu atender o pedido do amiguinho novo. Uma pena.
Daquele dia também ficou uma enorme satisfação de ter, por poucas horas, confraternizado algumas muitas cervejas junto com esse grande camarada - nem precisa dizer - que vai deixar só saudades.

Basile! Vai em paz, mano velho. "

Impressionante como um dia ao lado do mandigueiro da Muda foi o suficiente para saber o quanto o cara era foda.

- Ae Tonhão, desce um "cerveja de malandro" pra gente brindar em homenagem ao Mangueirinha.

Beijo Mestre!